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Quebra de tabu: Copa do Mundo masculina terá mulheres na arbitragem pela primeira vez na história

O futebol sempre pode ser considerado como o esporte mais intrinsecamente envolvido e espelhado na sociedade. Diariamente vemos a preocupação de quem está diretamente ligado a modalidade esportiva com a globalização e aumento da participação das mulheres em um meio que, em seu âmago, sempre teve uma forte discriminação ao envolvimento do sexo feminino (vide a demora quanto a profissionalização do futebol feminino e alcance do mesmo nas grandes mídias poe exemplo). No entanto, no maior evento ligado ao “esporte bretão” teremos uma grata surpresa: na Copa do Mundo masculina que será disputada no Catar neste ano de 2022, teremos a primeira participação de árbitras e assistentes mulheres.

A catarinense Neuza Ines Back representará o Brasil na primeira Copa do Mundo masculina com participação das mulheres na arbitragem. (Foto: Kin Saito/CBF)

 

A maior competição internacional do futebol e um dos eventos mais aguardados, a Copa do Mundo reúne os melhores jogadores das melhores seleções do planeta. Todavia na modalidade masculina jamais houve qualquer árbitra ou assistente mulher, um tabu que será finalmente quebrado: as árbitras Stephanie Frappart, Salima Mukansanga e Yoshimi Yamashita farão parte do quadro junto com as assistentes Karen Díaz Medina, Kathryn Nesbitt e a brasileira Neuza Ines Back.

 

A francesa Stephanie Frappart, uma das pioneiras na participação de mulheres no futebol masculino. (Foto: reprodução de internet)

 

Como representante das mulheres no quadro de arbitragem da FIFA na competição masculina de seleções, todas já têm vasta experiência em competições no que diz respeito a homens (Frappart foi a primeira mulher a apitar um jogo da UEFA Champions League em 2020, por exemplo).

Por mais que gradativamente o futebol feminino venha ganhando cada vez mais espaço assim como a participação das mulheres árbitras e assistentes no futebol masculino, a participação em uma competição de importância mundial como a Copa do Mundo ilustra que gradativamente o esporte vem perdendo o caráter majoritariamente machista que sempre o cercou, ressaltando assim o paralelo de evolução de mentalidade não só do esporte como da sociedade como um todo.