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Flamengo vence o Palmeiras e se torna o primeiro brasileiro tetra da Libertadores

Flamengo e Palmeiras entraram em campo pela final da Libertadores, neste sábado (29), em Lima, no Peru. Depois de uma partida nervosa e com muita polêmica, o Flamengo bateu o clube paulista por 1×0 e sagrou-se o primeiro brasileiro tetracampeão da principal competição das Américas. O herói rubro-negro no Peru foi Danilo, aos 21 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio na cabeça do defensor, que contou com um toque na trave antes de ver a bola morrer no fundo do gol defendido pelo goleiro Carlos Miguel. Com a conquista, o Flamengo tornou-se o maior campeão de Libertadores do futebol brasileiro, com quatro taças. Anteriormente, a equipe carioca levou a melhor em 1981, 2019 e 2022.

Arrascaeta e Bruno Henrique levantam o troféu da Libertadores (Foto: Luis ACOSTA/AFP)

O Jogo

Foi mais estudado do que bem jogado o primeiro tempo no Monumental. Muitos amarelos, faltas e pouca bola. O Flamengo achou brechas pelos lados, sobretudo o esquerdo, e foi dominante nos primeiros 20 minutos. Os Rubro-Negros ganharam a maioria os duelos pelo meio e também foram mais combativo no setor por méritos e por inoperância do time paulista, cujo meio de campo não funcionou. Raphael Veiga não produziu e fez mal o seu papel na marcação.

Arrascaeta, Bruno Henrique e Samuel Lino levaram perigo no início. O Palmeiras encontrou bastante dificuldade para marcar e sair da pressão do Flamengo, que usou o lateral Varela solto na direita. Depois que subiu a marcação, a equipe alviverde melhorou, embora tenha encaixado poucas tramas no ataque. Vitor Roque, de cabeça, assustou. Sozinho muitas vezes, o talentoso e forte atacante brigou, driblou e roubou bolas. Causou algum problema e cavou faltas. O Flamengo foi ao intervalo com todos seus meias amarelados – Pulgar, Jorginho e Arrascaeta.

Pulgar poderia ter sido expulso quando acertou as travas da chuteira na canela de Bruno Fuchs. O árbitro argentino Darío Herrera entendeu que cabia apenas o amarelo. Não mudou o cenário no segundo tempo até os 20 minutos. Jogo faltoso, brigado. A bola pouco corria e os atletas mais reclamavam que jogavam. Em nível técnico, a final decepcionou. Porém, teve emoção e teve gol.

Se faltava criatividade nas tramas, o caminho para a Glória Eterna foi pelo alto. Quatorze anos depois de marcar na final da Libertadores de 2011, quando era então um jovem lateral-direito do Santos, Danilo, hoje um zagueiro experiente, definiu o título rubro-negro.

Flamengo x Palmeiras final libertadores Danilo — Foto: getty

Foi de cabeça o gol do defensor de 34 anos que fez explodir a massa rubro-negra no Peru e no Brasil. Subiu sozinho após cobrança de Arrascaeta e direcionou a bola com força no canto direito de Carlos Miguel.

O gol, aos 21 minutos, obrigou o Palmeiras a atacar, o que foi um problema para um time que vive uma crise técnica no momento mais importante do ano. Abel Ferreira encheu o time de atacantes. Nada mudou. Sem criatividade e alguém para por a bola no chão, o time paulista se limitou a esticões, lançamentos e cruzamentos para a área.

Rei da América:

  • O camisa 10 foi eleito o melhor jogador da competição.

Ficha Técnica:

  • PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Sosa), Gómez, Murilo (Giay) e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira; Raphael Veiga (Felipe Anderson Maurício) e Allan (Facundo Torres); Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira.
  • FLAMENGO: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luis Araújo); Samuel Lino (Éverton Cebolinha), Carrascal e Bruno Henrique (Juninho). Técnico: Filipe Luís.
  • GOL: Danilo, aos 21 do segundo tempo.
  • ÁRBITRO: Darío Herrera (Argentina)
  • Cartões amarelos Flamengo: Arrascaeta, Erick Pulgar e Jorginho.
  • Cartões amarelos Palmeiras: Raphael Veiga, Piquerez e Murilo